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Brasil vai retomar lugar entre as oito maiores economias globais em 2027, projeta FMI

PIB nominal do país deve crescer e superar Itália e Rússia, impactando cenário econômico nos próximos anos

Brazil Leads Global Economic Podium
Brasil poderá superar Itália e Rússia e se tornar a oitava maior economia do mundo em 2027Crédito: Ilustração gerada por inteligência artificial (OpenAI/ChatGPT)

Segundo o Fundo Monetário Internacional, o Produto Interno Bruto brasileiro alcançará US$ 2,796 trilhões em 2027, elevando o país à oitava posição mundial. A economia seguirá em expansão nominal até 2031, apesar da desaceleração do crescimento real e pequenas variações na inflação e desemprego.

Brasil ultrapassará Itália e Rússia no ranking das maiores economias até 2027

O Brasil deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027, ultrapassando a Itália e a Rússia, segundo as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Para essa posição, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro está projetado em US$ 2,796 trilhões, superando o PIB da Itália, estimado em US$ 2,772 trilhões, e o da Rússia, que alcançará US$ 2,675 trilhões no mesmo ano.

Os valores usados para essa comparação são nominais e expressos em dólares, ou seja, não descontam os efeitos da inflação, refletindo assim o tamanho bruto das economias.

Tendências econômicas mostram crescimento nominal contínuo, apesar da desaceleração real

Em 2026, antes de assumir a oitava colocação, o Brasil deve ocupar a décima posição mundial, com um PIB projetado em US$ 2,655 trilhões, atrás da Rússia (US$ 2,861 trilhões) e da Itália (US$ 2,702 trilhões).

Após 2027, o Brasil deve manter-se na oitava posição entre as maiores economias, alcançando um PIB de US$ 3,398 trilhões em 2031, evidenciando uma trajetória contínua de crescimento nominal.

De acordo com o FMI, o Brasil pode ultrapassar pela primeira vez a marca de US$ 3 trilhões em PIB nominal em 2029, quando a previsão é de US$ 3,056 trilhões.

Entretanto, o crescimento real da economia brasileira — que mede a variação da produção de bens e serviços descontando a inflação — deve desacelerar progressivamente, caindo de 2,3% em 2025 para 1,9% em 2027.

Paralelamente, a inflação do país está projetada em queda, com taxas estimadas em 5% no ano de 2025, recuando para 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027.

Já a taxa de desemprego deve mostrar ligeiro aumento: de 6% em 2025 para 6,8% em 2027, indicando uma recuperação de mercado de trabalho ainda moderada.

As projeções também indicam uma redução do déficit em transações correntes, de 2,9% do PIB em 2025 para 2% em 2027, o que sinaliza melhoria no equilíbrio das contas externas do país.

Crescimento econômico e indicadores afetam o cenário do turismo e o planejamento de viagens

A perspectiva de crescimento nominal do PIB brasileiro pode impactar positivamente o setor de turismo, abrindo oportunidades para expansão e investimentos em produtos turísticos e infraestrutura nos próximos anos.

No entanto, a desaceleração do crescimento real econômico, aliada ao aumento da taxa de desemprego e à inflação ainda presente, pode influenciar o poder aquisitivo dos consumidores e a demanda por serviços turísticos.

Além disso, a melhora no déficit em transações correntes pode favorecer o câmbio, um fator relevante para o planejamento e comercialização de viagens internacionais, com impacto direto para agentes de viagens e operadoras.

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