Um estudo global publicado revela que quase metade das mulheres teme golpes durante viagens e 62% já desistiram de viajar sozinhas por segurança. Essas preocupações orientam escolhas como preferir voos diurnos, apontam especialistas.
Medo de golpes e vulnerabilidade dominam o planejamento feminino de viagens
Quarenta e quatro por cento das mulheres entrevistadas afirmaram temer sofrer golpes durante viagens, enquanto 34% se preocupam com sua segurança pessoal em deslocamentos internacionais, aponta uma pesquisa publicada em 29 de outubro de 2026.
A pesquisa contou com mais de mil viajantes internacionais, fornecendo um retrato significativo do comportamento e das preocupações atuais da população feminina que viaja pelo mundo.
Desistências e escolhas estratégicas revelam a profundidade das inseguranças
Segundo dados do Ministério do Turismo em parceria com a UNESCO, 62% das mulheres já desistiram de fazer uma viagem sozinhas motivadas por questões de segurança, enquanto 61% vivenciaram situações que as fizeram se sentir vulneráveis durante as viagens que realizaram.
Para minimizar riscos, 37% das mulheres entrevistadas adotam o hábito de escolher voos diurnos para evitar chegar ao destino à noite, estratégia utilizada apenas por 25% dos homens, conforme revela a pesquisa da Mozio.
As evidências de insegurança feminina impulsionam ajustes no turismo e atendimento especializado
O impacto dessas preocupações no turismo é sentido no planejamento das viagens, na operação de voos e nos serviços ofertados. A preferência por voos diurnos influencia as condições de comercialização e pode demandar maior atenção das operadoras para opções seguras e confortáveis.
Nicole Kerr, CEO da Mozio, empresa com uma rede de mais de 3.000 fornecedores de transporte em mais de 180 países, demonstra preocupação com esses dados e como eles refletem na experiência das viajantes no mundo todo.
Em um cenário como o do Aeroporto Internacional do Galeão (GIG), localizado na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, que atende milhares de passageiros diariamente, o conhecimento profundo das demandas femininas por segurança pode orientar melhorias nos serviços oferecidos e no suporte ao passageiro.





